Mário Simões

No mês de setembro entrou em vigor mais um acréscimo das tarifas contra exportações chinesas que, iniciada em 2017, sobre 125 bilhões de dólares em produtos, foi sendo ampliada para os atuais 425 bilhões de dólares. Em meio a negociações intermitentes e fracassadas, a China tem replicado com tarifas punitivas em um volume proporcional às das suas importações americanas. Essas penalizações vêm sendo entremeadas de negociações, até agora sem resultado.

A saída de John Bolton do cargo de Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump gerou tanta expectativa que até provocou a queda dos preços do petróleo (1). Bolton é um dos falcões, linha dura em política internacional, que aposta no confronto direto. É um dinossauro, dos tempos que em os EUA exerciam sua hegemonia como potência única.

Essa expectativa gerada por seu afastamento gira em torno de uma política externa menos agressiva e belicista que, afinal, corresponde ao discurso de campanha de Trump, que prometeu acabar com a ‘guerra sem fim’ dos Estados Unidos, dizendo que o país gastou bilhões de dólares em uma presença militar que está mais voltada “para proteger aliados ricos dos EUA do que cidadãos americanos comuns”.

Em 3 de setembro de 2019, o The Intercept Brasil divulgou a pretensão do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, cogitada “durante mais de um ano”, de candidatar-se “ao Senado nas eleições de 2018”. Para conseguir êxito na sua missão redentora “o MPF [deve] lançar um candidato por Estado”, disse o procurador. No dia 7 de setembro foi a vez de revelar que o juiz Sérgio Moro manipulou e editou, segundo seus interesses políticos, trechos de gravações ilegais de conversas da presidenta da República à época, Dilma Rousseff, com o ex-presidente Lula.

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental, de âmbito nacional, sem fins corporativos, que tem dentre seus objetivos estatutários o respeito aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, tendo em vista propostas legislativas levadas à discussão e ações estatais realizadas, em nome do combate à corrupção, que afrontam os Direitos Fundamentais arduamente conquistados com a promulgação da Constituição da República de 1988, vem a público dizer que:

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