Neste texto de 2013, Breno Altman fala sobre o muro social e a cerca étnica em Israel. De um lado, alguns intelectuais e líderes sionistas mais à esquerda chegam a dizer que Israel caminha perigosamente para um modelo inspirado pelo apartheid sul-africano. Por outro, as correntes mais à direita, no governo, rejeitam a comparação e afirmam que Israel somente se adapta às necessidades do combate ao terror. Apesar de seus muros e cercas, Israel exibe vitalidade econômica e poderio tecnológico. Vive, contudo, os conflitos de um sistema que produz desigualdade social, discriminação étnica e tentação colonial.

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Para Noan Chomsky “as negociações [com os palestinos] fornecem uma cobertura para aquisição dos territórios que Israel pretende controlar e podem poupar os Estados Unidos de mais algum constrangimento na ONU. A implantação dos assentamentos foi minando as perspectivas realistas de se alcançar qualquer autodeterminação palestina significativa”. A autonomia palestina é uma "autonomia como em um campo de prisioneiros, onde os prisioneiros são 'autônomos' para cozinhar suas refeições sem interferência e capacidade de organizar eventos culturais".

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“Justamente por termos vivido o Holocausto, temos de aprender a tolerância e o respeito pelos outros - não usar o nosso sofrimento como uma desculpa para oprimir os outros". A frase é da Neturei Karta, judeus contra o sionismo, um grupo de judeus ortodoxos contrário ao sionismo e ao estado de Israel. A sua crítica fundamental é de que a ideologia do sionismo transformou o judaísmo de religião espiritual, em nacionalismo materialista. Acreditam que paz só será possível com o desmantelamento do Estado de Israel. Denunciam também a conivência sionista com o Holocausto.

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Stephen Walt, professor de relações internacionais na Kennedy School of Government, em Harvard, analisa o livro Brokers of Deceit escrito pelo historiador da Universidade de Columbia, Rashid Khalidi, e afirma que a publicação “é uma grave acusação que revela o papel ignóbil dos Estados Unidos” nas relações entre o Estado de Israel e os palestinos. Ao agir como “advogado de Israel”, em vez de um mediador honesto, os Estados Unidos têm ajudado a evitar, por mais de seis décadas desde quando a ONU propôs a divisão da Palestina entre árabes e judeus, a criação de um Estado palestino autônomo e independente.

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Israel afirma que ocupou a região após a fuga dos seus habitantes palestinos sob o inventivo de seus líderes, que prometiam um retorno rápido e seguro. Mas os “novos historiadores” israelenses conseguiram jogam um luz sobre os acontecimentos: A imensa maioria dos refugiados (entre 700 mil e 900 mil) foi constrangida durante os enfrentamentos entre israelenses e palestinos, durante a guerra árabe-israelense, no contexto de um plano político-militar de expulsão marcado por numerosos massacres. O relato é de Dominique Vidal, na revista Manière de Voir, publicação do jornal Le Monde Diplomatique.

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Sobre a criação do Estado de Israel: “Somente alguns admitiram que a história do retorno, da redenção e da libertação de seus pais foi uma história de conquista, de expulsão, de opressão e morte”

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Muito se tem falado e escrito sobre a presença do deputado Jair Bolsonaro na Hebraica Rio. Os discursos sempre ressaltam a estupefação de se ver um nazifascista na casa do judeu, numa referência nítida ao holocausto e à política de extermínio de judeus patrocinada pelo regime nazista, que encontra sintonia no discurso racista do parlamentar, aliás, repetido para a plateia da Hebraica. 

Além das barbaridades expelidas por Bolsonaro, a imagem que se sobressai no palco da Hebraica é da bandeira de Israel. E, assim, o quadro de contradição deixa de existir. Pois o discurso misógino, racista, discriminador e pró-violência de Bolsonaro corresponde à prática patrocinada pelo Estado de Israel contra os palestinos no território ocupado no Oriente Médio.

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