“Justamente por termos vivido o Holocausto, temos de aprender a tolerância e o respeito pelos outros - não usar o nosso sofrimento como uma desculpa para oprimir os outros". A frase é da Neturei Karta, judeus contra o sionismo, um grupo de judeus ortodoxos contrário ao sionismo e ao estado de Israel. A sua crítica fundamental é de que a ideologia do sionismo transformou o judaísmo de religião espiritual, em nacionalismo materialista. Acreditam que paz só será possível com o desmantelamento do Estado de Israel. Denunciam também a conivência sionista com o Holocausto.

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Contra todas as expectativas, as centenas de alemãs que protestaram em Berlim, em 1943, para exigir a libertação de seus maridos judeus, conseguiram o que era visto como impossível: o recuo do governo nazista. O poderoso Ministro da Propaganda do Partido Nacional Socialista (nazista), Joseph Goebbels, que vangloriou-se em seu diário “estamos expulsando definitivamente os judeus de Berlim”; teve que autorizar sua liberdade. O exemplo das mulheres da Rua das Rosas (Rosenstrasse) “é antes de mais nada uma resposta contundente a todos os que justificaram sua passividade assegurando que ‘nada se podia fazer’ contra o regime nazista”.

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Muito se tem falado e escrito sobre a presença do deputado Jair Bolsonaro na Hebraica Rio. Os discursos sempre ressaltam a estupefação de se ver um nazifascista na casa do judeu, numa referência nítida ao holocausto e à política de extermínio de judeus patrocinada pelo regime nazista, que encontra sintonia no discurso racista do parlamentar, aliás, repetido para a plateia da Hebraica. 

Além das barbaridades expelidas por Bolsonaro, a imagem que se sobressai no palco da Hebraica é da bandeira de Israel. E, assim, o quadro de contradição deixa de existir. Pois o discurso misógino, racista, discriminador e pró-violência de Bolsonaro corresponde à prática patrocinada pelo Estado de Israel contra os palestinos no território ocupado no Oriente Médio.

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