A capa da edição 2.492 da revista Veja investe contra o ministro Dias Toffoli: “Empreiteira delata ministro do Supremo”. A revista traz no texto uma história que “aparentemente não teria nada de irregular”, como reconhece o próprio editor de Brasil da publicação, Pedro Dias Leite. Toffoli virou alvo da Lava Jato desde que decidiu conceder, na Reclamação 24.506, habeas corpus de ofício em favor do ex-ministro Paulo Bernardo e é a vítima mais recente do consórcio mídia-justiça, que julga e condena os inimigos à execração pública.

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A eleição em primeiro turno de João Doria para prefeito de São Paulo é uma derrota da esquerda, mas, principalmente um alerta sobre as eleições de 2018. A imagem de João Doria, vendida ao eleitor, é de um empresário “bem sucedido”, rico, “bom administrador”, com personalidade forte. Principalmente, um “não-político”. João Doria é o primeiro produto da Operação Lava Jato oferecido ao eleitor desacreditado nos partidos e na política tradicional. Doria é filho direto e dileto do juiz Sergio Fernando Moro, que posou a seu lado para foto que correu o país. É o primeiro “Berlusconi” de Moro.

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Atendendo a um “clamor social”, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu encarcerar os condenados em primeira instância que tiverem as penas confirmadas em segunda instância, antes mesmo de esgotadas todas as possibilidades de recursos e do “trânsito em julgado” da sentença. Mas a imensa maioria das vítimas do sistema carcerário, os jovens pretos, pobres e sem acesso à educação, já são aprisionados antes mesmo da condenação na primeira instância: 41% dos 610 mil prisioneiros do país sequer foram condenados. Alguns poucos “não param de recorrer”, mas a imensa maioria “não tem a quem recorrer”. E uma parcela bem menor sequer precisa recorrer, são os inalcançáveis

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Ao ler a suposta ira santa do ministro Gilmar Mendes criticando os excessos da Lava Jato e defendendo o Estado Democrático de Direito é impossível não lembrar da frase, inúmeras vezes citada, de Martin Luther King: “o que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons”. Para escaparmos do moralismo autoritário do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, sob as bençãos do procurador-geral da República Rodrigo Janot, nos sobra … Gilmar Mendes?

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