Mais de uma década depois, o Fundo Monetário Internacional (FMI) dá a volta por cima na América do Sul. Os dois principais países do continente, dominados por governos conservadores, Brasil e Argentina, estendem novamente a mão para o organismo. Mauricio Macri, nove meses depois de assumir a presidência da Argentina, reconhece que suas políticas geraram 1,4 milhão de novos pobres. Macri recebeu apoio do FMI na mesma data que representantes do Fundo estiveram em Brasília, reunidos com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Elogiaram o novo governo e apresentaram sugestões para o futuro do país. O FMI retorna, mas não pode fugir de sua história: "continua tendo um passado na Argentina e em toda a América Latina que o transformou, aos olhos de milhões de latino-americanos, em um dos responsáveis pela grande crise dos anos 90”.

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A Igreja Católica engrossa as fileiras dos que se opõem ao golpe. Depois do comentário do papa, que admitiu até adiar sua visita ao Brasil, Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito da Diocese de Blumenau, durante a homilia de 7 de setembro, fez uma crítica direta ao presidente Michel Temer: “tem gente ai dando interpretação tola e ideologicamente parcial às palavras do papa”. Temer participava da reunião do G20, na China, quando o papa Francisco disse que o Brasil “atravessa um momento difícil”, numa referência ao golpe que destituiu Dilma Rousseff. A notícia foi divulgada pela agência de notícias estatal italiana Ansa, a mesma que já informara, em 2 de agosto, que o papa havia enviado carta à ex-presidente. Dilma confirmou: “digo apenas que não foi uma carta oficial”, ressaltou. “Não foi uma carta do papa em sua condição de representante do Vaticano. Não é uma carta para ser divulgada”.

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