Os embaixadores representam seu país e defendem seus interesses. Com os EUA não é diferente. A diplomacia americana, no entanto, ganhou um nível excepcional de especialização. Analisando o perfil dos seus últimos embaixadores no Brasil, é possível perceber o zelo e a precisão na escolha e a perfeita sintonia com a realidade brasileira e com os objetivos norte-americanos no Brasil e na região. A chegada de Liliana Ayalde para o lugar anteriormente ocupado por Thomas Shannon e sua substituição por Peter Michael McKinley revelam um trabalho cuidadoso, objetivamente direcionado para fins específicos.

Publicado em Internacional

Para Noan Chomsky “as negociações [com os palestinos] fornecem uma cobertura para aquisição dos territórios que Israel pretende controlar e podem poupar os Estados Unidos de mais algum constrangimento na ONU. A implantação dos assentamentos foi minando as perspectivas realistas de se alcançar qualquer autodeterminação palestina significativa”. A autonomia palestina é uma "autonomia como em um campo de prisioneiros, onde os prisioneiros são 'autônomos' para cozinhar suas refeições sem interferência e capacidade de organizar eventos culturais".

Publicado em Internacional

Stephen Walt, professor de relações internacionais na Kennedy School of Government, em Harvard, analisa o livro Brokers of Deceit escrito pelo historiador da Universidade de Columbia, Rashid Khalidi, e afirma que a publicação “é uma grave acusação que revela o papel ignóbil dos Estados Unidos” nas relações entre o Estado de Israel e os palestinos. Ao agir como “advogado de Israel”, em vez de um mediador honesto, os Estados Unidos têm ajudado a evitar, por mais de seis décadas desde quando a ONU propôs a divisão da Palestina entre árabes e judeus, a criação de um Estado palestino autônomo e independente.

Publicado em Internacional

Neste mês de outubro, exatamente no dia 16, completam-se 48 anos do mais famoso protesto político feito em um pódio olímpico. Era a premiação dos 200 metros livres nos Jogos Olímpicos do México, em 1968. Dois atletas afro-americanos, Tommie “o Jato” Smith e John Carlos, levantam seus punhos cerrados, envoltos em luvas negras, durante o hino nacional dos Estados Unidos. Os dois faziam parte do OPHR, as iniciais em inglês de Projeto Olímpico pelos Direitos Humanos. E a saudação havia sido popularizada pelos Panteras Negras, que também neste outubro completariam 50 anos de fundação, não tivessem sido dizimados pelo FBI, com o apoio das polícias locais, que até hoje ocupam as manchetes por assassinar negros. A ação envolveu o governo e a justiça dos EUA no esforço de destruir os Panteras Negras. Mas uma nova geração de militantes está nas ruas.

Publicado em Internacional

A ultra-direita no poder fez um esforço deliberado para destruir a democracia social ao estilo norte-americano, reduzindo seus custos e efeitos igualitários. Seu alvo: a comunidade universitária. Suas armas: as privatizações e o ataque ao “politicamente correto”. (Cristopher Newfield)

Publicado em Educação