Os embaixadores representam seu país e defendem seus interesses. Com os EUA não é diferente. A diplomacia americana, no entanto, ganhou um nível excepcional de especialização. Analisando o perfil dos três últimos embaixadores no Brasil, é possível perceber o zelo e a precisão na escolha e a perfeita sintonia com a realidade brasileira e com os objetivos norte-americanos no Brasil e na região. A chegada de Liliana Ayalde para o lugar anteriormente ocupado por Thomas Shannon e sua substituição por Peter Michael McKinley revelam um trabalho cuidadoso, objetivamente direcionado para fins específicos.

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Mais de uma década depois, o Fundo Monetário Internacional (FMI) dá a volta por cima na América do Sul. Os dois principais países do continente, dominados por governos conservadores, Brasil e Argentina, estendem novamente a mão para o organismo. Mauricio Macri, nove meses depois de assumir a presidência da Argentina, reconhece que suas políticas geraram 1,4 milhão de novos pobres. Macri recebeu apoio do FMI na mesma data que representantes do Fundo estiveram em Brasília, reunidos com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Elogiaram o novo governo e apresentaram sugestões para o futuro do país. O FMI retorna, mas não pode fugir de sua história: "continua tendo um passado na Argentina e em toda a América Latina que o transformou, aos olhos de milhões de latino-americanos, em um dos responsáveis pela grande crise dos anos 90”.

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Juan Guaidó é o produto de um projeto de uma década supervisionado pelos assessores de elite de Washington para mudanças de governos. Apesar de se apresentar como um campeão da democracia, ele passou anos à frente de uma violenta campanha de desestabilização do chavismo.

Antes do fatídico dia 22 de janeiro [quando Guaidó autoproclamou-se presidente da Venezuela], menos de um em cada cinco venezuelanos já tinha ouvido falar de Juan Guaidó. Até uns poucos meses atrás, este homem de 35 anos era uma personagem obscura em um grupo de extrema direita politicamente marginal, estreitamente associado com atos espantosos de violência de rua. Mesmo em seu próprio partido, Guaidó era uma figura de nível médio na Assembleia Nacional, dominada pela oposição, que agora se encontra submetida a desacato, segundo a Constituição da Venezuela [por desrespeitar decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ)].

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De olho na Venezuela e no Pré-sal, Almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul, visita o Brasil, entre os dias 10 e 13 de fevereiro deste 2019, para consolidar alianças estratégicas de interesse dos EUA.

As declarações do almirante, na última quinta-feira, 7 de fevereiro, diante do Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA não deixam dúvidas sobre sua ação à frente do U.S. Southern Command (SOUTHCOM). Os EUA utilizarão de todos os recursos disponíveis para fazer valer seus interesses que, supostamente, seriam os mesmos de todos os países das Américas, “sua vizinhança”.

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