Para quem acreditava que a derrota humilhante da seleção brasileira para a Alemanha traria alguma mudança no futebol brasileiro, acaba de receber uma bofetada no rosto. Teremos mais do mesmo. Dunga é o novo técnico encarregado de preparar a seleção para a Copa de 2018 na Rússia.
O time alemão que fez uma cativante exibição de futebol no Brasil, deixa cair a máscara: de volta a Berlim, fizeram uma repugnante manifestação racista: "So gehen die Gauchos, die Gauchos, die gehen so. So gehen die Deutschen, die Deutschen, die gehen so". Veja o vídeo: gaúchos andam assim, alemães andam assim. Contra a hipocrisia dos sorrisos e abraços em Santa Cruz de Cabrália, só uma punição rigorosa da justiça alemã.
A goleada acachapante de 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil remete diretamente à tragédia de 1950, o Maracanaço, quando perdemos para o Uruguai em casa, como agora. Melhor, no entanto, é lembrar de 1982, outra mágoa do futebol nacional quando perdemos, não em casa, mas com um time excepcional. Não que haja paralelo entre as duas seleções, o vínculo entre os dois episódios está no fato de 2014 encerrar uma etapa da história do futebol brasileiro aberta com a derrota de 1982.
O "último postzinho sobre o jogo e suas absurdas repercussões" publicado pelo escritor Pablo Villaça em seu perfil no Facebook. "Como um lembrete de que, vergonhosos 7 a 1 à parte, essa Copa foi do caralho. Ainda está sendo. E é um imenso motivo de orgulho para todos os brasileiros diante de todo o mundo. Mesmo para aqueles que, num impulso tolo e inexplicável, decidiram queimar a bandeira da pátria que lhe trouxe esse presente da Copa".
Em campo, a Copa do Mundo ofereceu um instantâneo da migração global. Nas arquibancadas, a história é diferente.
Extrato do excelente livro de José Miguel Wisnik, José Miguel, Veneno Remédio – O Futebol e o Brasil.
Texto do cineasta Pier Paolo Pasolini sobre futebol, escrito meses depois da final entre Brasil e Itália na Copa de 1970.
No Brasil, o futebol é praticado como um culto coletivo. No panteão desta religião popular, duas figuras dominam: a de Pelé, o negro, e Garrincha, o índio.
Texto de Chico Buarque, um amante do futebol, sobre os donos do campo e os donos da bola.
O Sermão da Planície, de Carlos Drummond de Andrade, do livro Quando é dia de futebol.