“A Operação Lava Jato continua sendo um ponto fora da curva”. A frase encerra o artigo “Medalha de ouro para o habeas corpus”, publicado na edição de 3 de julho da Folha de S. Paulo, assinado por Carlos Fernando dos Santos Lima e Diogo Castor de Mattos, dois dos procuradores da República membros da força-tarefa da Operação Lava Jato, como assinam o texto. E remete também a entrevista que Santos Lima deu ao Globo criticando a presidente Dilma Rousseff em 23 de janeiro deste ano. O artigo achincalha a decisão do ministro Dias Toffoli, proferida na Reclamação 24.506, que concedeu habeas corpus de ofício em favor do ex-ministro Paulo Bernardo Silva, determinando a revogação da prisão preventiva que fora decretada pelo juíz da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Paulo Bueno de Azevedo.
Acossado pela rejeição da imensa maioria da Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa), FHC desconvidou-se para a palestra sobre democracia - que chegou até a ter o nome alterado para que pudesse conter seu figurino golpista.
O vestido branco de Marcela Temer no palanque do dia 7 de setembro pode ter tido um significado muito maior do que o “resumo de mensagem que o marido quer passar”. Em pouco tempo sob os holofotes como a esposa do presidente sem voto, Marcela Temer já passou por bastante pressão. Assim, o branco “cor da paz”, escolhido por ela, pode ser muito mais uma mensagem sua do que do marido.
A disputa intestina no PSDB não é recente. José Serra e Aécio Neves digladiam-se há muito. São Paulo x Minas Geais, um roteiro velho e amarfanhado. Depois de perder duas eleições para candidatos petistas, José Serra foi obrigado a ceder a Aécio Neves a vaga de postulante à presidência da República em 2015. Derrotado nas eleições, Aécio tornou-se um militante pelo impeachment e, principalmente, pela desestabilização do governo eleito. Agora, concluída a conjuração, na hora de colher os frutos do golpe, quem se apresenta como principal interlocutor do PSDB no governo ilegítimo é Serra, seu arqui-inimigo. Aécio amarga o ostracismo ameaçado por processos. Vale relembrar a disputa antiga que teve seu ápice nas vésperas das eleições de 2010, quando Serra e Aécio disputavam a indicação do partido. A briga ganhou contornos regionais e saltou para as páginas dos jornais de Minas, terra de Aécio, e São Paulo, terra de Serra. Saltou não como notícia, mas como engajamento político nas duas candidaturas. Os dois "Estados" entraram em disputa: o de Minas e o de São Paulo, que teve ainda ajuda da Folha, também de S. Paulo.
Em várias declarações já ouvimos Aécio dizer que os petistas não podem perder a presidência da República, dentre outros motivos, para não ver cair seu padrão de vida. Provocação barata que ocupa o espaço dos debates estruturais que deveriam presidir uma disputa eleitoral da magnitude desta que temos à frente. Mas, entremos no clima por ele proposto.
"É preciso reinvintar a política" é um texto do ex-prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro, escrito em 1995 para o jornal Brasil Socialista, publicação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), à época dirigido por Miguel Arraes, na edição especial para o seu V Congresso Nacional.
Envolto em mais uma polêmica, o ministro Joaquim Barbosa que já havia afrontado seus colegas, a imprensa, a Justiça e a Democracia, agora investiu contra a advocacia.
A CPI mista aponta para Pasadena, mira a Petrobrás mas quer mesmo atingir é o modelo de Partilha. A maneira para alcançar esse objetivo é a vitória eleitoral, por isso, a CPI tem ainda um objetivo específico, não admitido: desgastar a imagem da presidente Dilma Rousseff, colando nela a responsabilidade pelo suposto “mau negócio” com a compra da refinaria de Pasadena. Com isso, pretende-se desconstruir a imagem da Dilma boa gestora. A esperança é um de segundo turno nas próximas eleições presidenciais para que todos os contra possam se articular e sonhar com uma vitória, embalados pelo apoio incondicional da “grande” mídia. A estratégia é cristalina, basta ter olhos para ver.
Texto publicado no Portal do Clube de Engenharia, "Em Defesa da Petrobras", em que Pedro Celestino Pereira resgata parte da história da empresa, em particular as articulações e as disputas que envolveram a Petrobrás nos governos de FHC, Lula e Dilma: " A Petrobras pode e deve ser defendida, o que não implica negar a necessidade de mudanças na sua gestão, de forma a permitir maior controle e transparência das suas ações".
A imprensa neste mês de março aproveitou a chamada crise na base governista para atacar o governo. Novamente não conseguiu, nem pretendeu, esconder sua predileção. Defendeu um programa mínimo de reformas políticas e econômicas "pelas quais o Brasil clama para atingir todo o seu magnífico potencial de progresso". Foi uma investida significativa de vários veículos. Fica nítido, pela lamentação da imprensa, a frustração e a revolta, que esconde uma divergência relevante na sociedade, polarizada na política pelos dois grandes partidos: PT e PSDB. Assim, além de registrar as lamúrias da imprensa, Outras Bossas recorda as grandes divergências que estão escondidas nas soluções diferentes que se pretende para o Brasil.
Dia após dia, episódio após episódio, vem se confirmando o cenário que traçamos aqui desde meados do ano passado: o suicídio do PSDB apostando as fichas em José Serra; a reestruturação partidária pós-eleições; o novo papel de Aécio Neves no cenário político; o pacto espúrio de Serra com a velha mídia, destruindo a oposição e a reputação dos jornais; os riscos para a liberdade de opinião, caso ele fosse eleito; a perda gradativa de influência da velha mídia. (Luis Nassif)