A disputa intestina no PSDB não é recente. José Serra e Aécio Neves digladiam-se há muito. São Paulo x Minas Geais, um roteiro velho e amarfanhado. Depois de perder duas eleições para candidatos petistas, José Serra foi obrigado a ceder a Aécio Neves a vaga de postulante à presidência da República em 2015. Derrotado nas eleições, Aécio tornou-se um militante pelo impeachment e, principalmente, pela desestabilização do governo eleito. Agora, concluída a conjuração, na hora de colher os frutos do golpe, quem se apresenta como principal interlocutor do PSDB no governo ilegítimo é Serra, seu arqui-inimigo. Aécio amarga o ostracismo ameaçado por processos. Vale relembrar a disputa antiga que teve seu ápice nas vésperas das eleições de 2010, quando Serra e Aécio disputavam a indicação do partido. A briga ganhou contornos regionais e saltou para as páginas dos jornais de Minas, terra de Aécio, e São Paulo, terra de Serra. Saltou não como notícia, mas como engajamento político nas duas candidaturas. Os dois "Estados" entraram em disputa: o de Minas e o de São Paulo, que teve ainda ajuda da Folha, também de S. Paulo.
Em várias declarações já ouvimos Aécio dizer que os petistas não podem perder a presidência da República, dentre outros motivos, para não ver cair seu padrão de vida. Provocação barata que ocupa o espaço dos debates estruturais que deveriam presidir uma disputa eleitoral da magnitude desta que temos à frente. Mas, entremos no clima por ele proposto.
"É preciso reinvintar a política" é um texto do ex-prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro, escrito em 1995 para o jornal Brasil Socialista, publicação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), à época dirigido por Miguel Arraes, na edição especial para o seu V Congresso Nacional.
Envolto em mais uma polêmica, o ministro Joaquim Barbosa que já havia afrontado seus colegas, a imprensa, a Justiça e a Democracia, agora investiu contra a advocacia.
Texto publicado no Portal do Clube de Engenharia, "Em Defesa da Petrobras", em que Pedro Celestino Pereira resgata parte da história da empresa, em particular as articulações e as disputas que envolveram a Petrobrás nos governos de FHC, Lula e Dilma: " A Petrobras pode e deve ser defendida, o que não implica negar a necessidade de mudanças na sua gestão, de forma a permitir maior controle e transparência das suas ações".
A imprensa neste mês de março aproveitou a chamada crise na base governista para atacar o governo. Novamente não conseguiu, nem pretendeu, esconder sua predileção. Defendeu um programa mínimo de reformas políticas e econômicas "pelas quais o Brasil clama para atingir todo o seu magnífico potencial de progresso". Foi uma investida significativa de vários veículos. Fica nítido, pela lamentação da imprensa, a frustração e a revolta, que esconde uma divergência relevante na sociedade, polarizada na política pelos dois grandes partidos: PT e PSDB. Assim, além de registrar as lamúrias da imprensa, Outras Bossas recorda as grandes divergências que estão escondidas nas soluções diferentes que se pretende para o Brasil.
Dia após dia, episódio após episódio, vem se confirmando o cenário que traçamos aqui desde meados do ano passado: o suicídio do PSDB apostando as fichas em José Serra; a reestruturação partidária pós-eleições; o novo papel de Aécio Neves no cenário político; o pacto espúrio de Serra com a velha mídia, destruindo a oposição e a reputação dos jornais; os riscos para a liberdade de opinião, caso ele fosse eleito; a perda gradativa de influência da velha mídia. (Luis Nassif)
Muito se tem falado e escrito sobre a presença do deputado Jair Bolsonaro na Hebraica Rio. Os discursos sempre ressaltam a estupefação de se ver um nazifascista na casa do judeu, numa referência nítida ao holocausto e à política de extermínio de judeus patrocinada pelo regime nazista, que encontra sintonia no discurso racista do parlamentar, aliás, repetido para a plateia da Hebraica. Além das barbaridades expelidas por Bolsonaro, a imagem que se sobressai no palco da Hebraica é da bandeira de Israel. E, assim, o quadro de contradição deixa de existir. Pois o discurso misógino, racista, discriminador e pró-violência de Bolsonaro corresponde à prática patrocinada pelo Estado de Israel contra os palestinos no território ocupado no Oriente Médio.