Ariano Suassuna: “não sou xenófobo, eu não gosto do que é ruim” e “se fortalecermos o tronco cultural de nossa cultura, o que vier de fora será uma incorporação enriquecedora e não uma influência que nos descaracteriza”.
Nestes tempos de Copa do Mundo, os cronistas esportivos ganham relevância e destaque. Assistir aos debates e ouvir sobre táticas e estratégias, esquemas de jogo é interessante, mas nem sempre é agradável perceber a arrogância com que tratam o futebol brasileiro e, ao mesmo tempo, o destratam. Mais ou menos como a mídia em geral se relaciona com o Brasil e se relacionou com a Copa, até ser emplastrada pela realidade. Futebol e crônica esportiva lembram, claro, Nelson Rodrigues. E é, portanto, um bom momento para ouvi-lo: "O brasileiro é o abutre de si mesmo".
E agora, Mané? O turista chegou, a luz não faltou, o povo curtiu, o mundo adorou, e agora, Mané? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que fez figa, apostou no protesto? e agora, Mané?
No texto a seguir, Luis Nassif aponta as incorências e as afinidades da mídia brasileira. Na cobertura da Copa, na CPMI de Carlinhos Cachoeira, no dito "mensalão", na Operação Satiagraha, na ação contra a Petrobrás, na Política Nacional de Participação Social agiram em uníssono. A imprensa tem tentado reeditar com Lula e Dilma o mesmo papel decisivo que teve na eleição e na destituição de Collor. No entanto, os tempos, a imprensa e a sociedade não são mais os mesmos. A cada dia torna-se mais necessário explicar para a sociedade os interesses políticos, ideológicos e de mercado que pautam a midia brasileira.
Texto do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini sobre o futebol, escrito depois de vitória brasileira na Copa de 1970 no México. Pasolini analisa a linguagem do futebol, com sua prosa e sua poesia. Assim, diz Pasolini, "justamente por razões de cultura e de história, o futebol de alguns povos é fundamentalmente de prosa, seja ela realista ou estetizante; ao passo que o futebol de outros povos é fundamentalmente de poesia".
Extrato do excelente livro "Veneno Remédio – O Futebol e o Brasil", em que José Miguel Wisnik aborda o futebol, sua apropriação pelo brasileiro, e reflete sobre o Brasil e sua formação, transitando pelo pensamento de nossos melhores pensadores. Um livro imperdível para quem gosta de futebol, mas principalmente para quem quer estudar o Brasil, sua formação e seu povo.
Para uns ele foi um ídolo pop que deixará saudades, para outros nem tanto. Com sua concepção fechada sobre a tecnologia, Jobs esteve na contramão da história. Colaboração é o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. E Jobs não gostava dela, escreveu Rodrigo Savazoni para o Brasil 247.